Reabilitação · 7 min de leitura

Prótese Protocolo Superior e Inferior: Como funciona?

As diferenças estruturais entre o protocolo na arcada de cima e na de baixo.

Próteses protocolo superior e inferior apresentadas lado a lado

A perda total dos dentes em uma das arcadas dentárias é uma condição que afeta profundamente a mastigação e a vida social. Para quem não quer usar dentaduras removíveis, a prótese tipo protocolo é a solução mais avançada e confortável disponível. Mas você sabia que existem diferenças estruturais entre realizar esse tratamento na arcada de cima (maxila) e na de baixo (mandíbula)? A Clínica Revo Odontologia explica os detalhes de cada procedimento.

O que é a Prótese Protocolo?

Relembrando nosso guia anterior, a prótese protocolo é uma estrutura fixa, contendo todos os dentes de uma arcada, parafusada sobre implantes de titânio (geralmente entre 4 e 6 pinos). Ela não se solta, não machuca a gengiva e devolve até 90% da força mastigatória original.

Particularidades do Protocolo Superior (Maxila)

A arcada superior apresenta desafios específicos. O osso da maxila costuma ser mais poroso e macio do que o da mandíbula.

  • Quantidade de implantes: geralmente, são necessários mais implantes na maxila (entre 4 a 6, ou até mais em casos complexos) para garantir uma distribuição adequada das forças de mastigação.
  • Enxerto ósseo e seio maxilar: muitos pacientes que usaram dentadura superior por anos perdem muito osso. Perto da região dos molares superiores, existe uma cavidade chamada seio maxilar. Em vários casos, é preciso realizar uma cirurgia prévia de “levantamento de seio maxilar” (enxerto ósseo) para criar altura suficiente para ancorar os implantes.
  • O grande benefício: o protocolo superior elimina completamente o céu da boca (palato) de acrílico da dentadura. Isso devolve ao paciente a capacidade de sentir a textura, a temperatura e o real sabor dos alimentos.

Particularidades do Protocolo Inferior (Mandíbula)

Modelos das arcadas superior e inferior com diferentes distribuições de implantes
A anatomia e a densidade óssea de cada arcada orientam a quantidade e a posição dos implantes.

A adaptação à dentadura inferior costuma ser o maior pesadelo dos pacientes, pois ela não tem o “vácuo” do céu da boca para ajudar na fixação e costuma “dançar” com os movimentos da língua.

  • Densidade óssea: o osso da mandíbula (inferior) é extremamente denso e duro, o que facilita muito a fixação inicial (estabilidade primária) dos implantes.
  • Quantidade de implantes: devido a essa alta densidade óssea, é muito comum que apenas 4 implantes (técnica All-on-4) sejam suficientes para suportar de forma totalmente segura e rígida uma prótese protocolo inferior inteira.
  • O grande benefício: a transformação é imediata. O paciente deixa de ter uma prótese solta batendo na gengiva e passa a ter dentes fixos, firmes e sem dor.

Como é a adaptação à Prótese Protocolo?

A adaptação é incrivelmente rápida. Nos primeiros dias, o paciente reaprende a mastigar com força e a articular melhor as palavras. Na Clínica Revo Odontologia, desenhamos a prótese levando em conta a linha do sorriso, a cor dos olhos e o formato do rosto do paciente, garantindo um resultado estético natural que rejuvenesce a face.

Liberte-se das próteses móveis

Se você está em Brasília e deseja dar um fim ao desconforto das dentaduras, nossa equipe em Taguatinga Sul está pronta para planejar seu protocolo superior ou inferior. Fale com a nossa equipe e marque sua consulta.

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